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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Estranha criatura
Estranho animal que apareceu na mesa do estúdio, em meio ao caos de tantos recortes espalhados. Quem sabe, um futuro personagem... :D
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Estudo animado: mais liberdade e menos frescura
Já há algum tempo, ao postar coisas como desenhos e fotos aqui no blog - boa parte, por sinal, já feitos no iPhone - pensei comigo mesmo; "Ué, se posso fazer desenhos e fotos sem compromisso, apenas como estudo, treino ou mesmo pelo simples prazer de fazer, por que não posso fazer o mesmo com animações?".
Longe de querer ser mais um fã cego da Apple, tenho que reconhecer pelo menos uma coisa em Steve Jobs: o homem sabia mesmo como criar coisas que tornam nossas vidas e nossas atividades não só mais simples, mas como nos deixam mais próximos daquilo que realmente queremos fazer, e nos permite fazer ainda mais e melhor. Com o advento do iPhone (e, logicamente, dos bons aplicativos feitos para ele), fica muito mais fácil fazer estes "esboços animados", isto é, pequenas animações que, longe de serem curtas finalizados, são simplesmente manifestações criativas livres de propósito, criadas espontaneamente e - o melhor - em qualquer lugar e sob as mais diversas circunstâncias. Sem precisar criar uma infinidade de pastas, nomear centenas de arquivos, definir formatos e compressões chatíssimas, enfim, travar uma batalha com uma tranqueira de coisas - sejam no universo físico como no digital - , posso desenvolver possibilidades praticamente sem esforço, usando apenas a energia criativa inicial que nos incendeia quando temos uma ideia.
Aqui no estúdio tenho toneladas de teste de animação feitos (sejam fotografados, escaneados ou diretamente digitais, mas ainda finalizados em computador desktop), alguns feitos sempre ao começar projetos, outros que nunca foram iniciados mas deixados de lado e outros que até que ficaram interessantes, mas sabe Deus onde foram parar, nesses gigabytes que deixamos sumir entre DVD's gravados e HD externos lotados. O fato que ocorre é que desenvolver testes livres interessantes e tê-los sistematizados como eu teria desenhos numa pasta - ou mesmo encontrar todos e postar - era algo quase impensável pra mim. A própria ideia aliás, de compartilhar na rede estes testes era algo que eu ainda não pensava - sua natureza crua demais parecia longe da "polidez" que um trabalho finalizado "exige". Hoje, totalmente através do próprio iPhone, animo (utilizando o aliás excelente software ArtStudio), finalizo um pequeno vídeo, posto diretamente para o Vimeo e voilá! Está pronto e no ar. Mais sem frescura do que isso, só dois disso. Posso criar meus estudos e posta-los, que, ao mesmo tempo que os compartilho, os mantenho como registro do trabalho, dos pensamentos e ideias tidos ao decorrer do tempo.
Quando digo "sem frescura" quero dizer eliminando diversos processos, sem etapas que acabem me distanciando da empolgação e vontade que, acredito, sempre estão no começo de qualquer criação artística, mas que nem sempre chegam ao final. Ao fazer estes estudos, tudo é tão rápido e intuitivo que, antes de pensar, já fiz algumas dezenas de frames e algo que me parece interessante já se delineia. Claro, continuarei fazendo trabalho mais complexos, que necessariamente envolvem mais aspectos técnicos para uma conclusão interessante, mas confesso que criar assim, tão solto, é irresistível, delicioso, instigante e viciante. Não posso deixar de pensar: porque não fazer trabalhos "pra valer" desta forma? Por que todo trabalho animado precisa necessariamente de semanas, meses, até anos produzindo? Por que não posso fazer um trabalho interessante de uma tacada só, em alguns dias (ou até algumas horas) sem processos complexos, sem tantas etapas a serem seguidas, sem um "manual" de produção a ser percorrido? Me incomoda muito, inclusive, que muitos dos meus colegas não consigam ver o cinema de animação além destas fronteiras - o vêem apenas como uma indústria, com uma fórmula a ser seguida para se conquistar um "mercado". As abordagens - sejam técnicas, temáticas ou conceituais - são apenas repetidas, nunca questionadas ou aprimoradas.
Neste momento devo estar conduzindo cerca de uns vinte outros estudos animados, alguns prontos, outros no meio e outros bem no início, todos criados direto no iPhone. Tem de tudo, de linhas mais soltas como este até alguns testes em animação sobre fotos e rotoscopia. Todos livres, sem compromisso com mais nada a não ser deixar a coisa fluir sem restrições. Só em poder criar em qualquer lugar - fila do banco, no táxi, na espera do médico ou até na cama antes de dormir (minha opção preferida, por sinal) - já é um bálsamo. Há tempos penso em maneiras de como "dessacralizar" os aspectos técnicos de sempre de se criar animações, e esta possibilidade é um prato cheio.
Para finalizar, gosto de lembrar das palavras de Norman McLaren que, há quase 70 anos atrás, ao falar do processo de animação feito diretamente na película 35mm, o citava como sendo algo que aproximava o realizador do filme, tal qual o pintor de sua tela - não há intermédiários, apenas ele a lidar diretamente com sua obra, ao passo que na animação, são inúmeros os processos técnicos e operacionais envolvido da criação ao filme finalizado. McLaren hoje com certeza ficaria empolgadíssimo como estas novas possibilidades, e sinto que seu espírito permanece mais vivo do que nunca em todos os realizadores que exploram as possibilidades sempre infinitas que a arte animar oferece. Está tudo aí, à nossa disposição, mais acessível e palpável do que nunca. Vamos em frente.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Recortes, colagens e outras loucuras
Estudos feitos na última madrugada, em cima de uma ideia de certa forma antiga e nunca ainda realizada; trabalhar em cima de figuras criadas a partir de múltiplos recortes das mais diversas origens, coladas sobrepostas umas às outras. De certa forma, no VT da Série Depoimentos: Fagner a coisa começou a engrenar, de forma animada, mas ainda não tinha decomposto as figuras. De toda forma, com certeza quero explorar isso nos próximos trabalhos, e vamos ver onde vai dar. Em frente :)
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sábado, 19 de novembro de 2011
O IPhone e as novas possibilidades
Com tantas coisas bacanas acontecidas e em processo pra compartilhar aqui no blog, a mais recente delas é algo que com certeza já traz inúmeras novas possibilidades para tudo o que venho fazendo. O IPhone é muito mais revolucionário do que eu jamais imaginei, e com pouco tempo usando de repente já me vejo nele fazendo ilustrações, fotos, tratando imagens e até mesmo criando animações inteiramente no dispositivo, em qualquer lugar que eu estiver. Esta postagem inclusive, estou fazendo diretamente dele. Está aberto, então, um leque de infinitas possibilidades, mas sobretudo de fazer algo que já me impacienta há algum tempo: desmistificar os processos, "dessacralizar" essa aura da criação artística que de certa forma me incomoda, e muito. Inúmeros processos e etapas pra realizar algo que no final quase nem se lembra mais o que é. Com essa nova ferramenta sinto que tudo isso muda e um novo momento, de maior liberdade criativa, seguindo um desejo impulsivo de se materializar instantaneamente uma ideia se desvela no meu trabalho, ou pelo menos assim espero. "Animar sem frescuras", como sempre brinco, é um passo a se seguir. A imagem abaixo, criada inteiramente no iPhone (usando o excelente programa ArtStudio), sobre uma foto que fiz no próprio aparelho, ilustra bem as possibilidades a serem pensadas daqui pra frente neste pequeno mas incrível dispositivo. Recomendo sem medo. :D
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
domingo, 31 de outubro de 2010
Teste - Pintura-no-tempo real
Teste feito rapidamente, onde testei a animação realizada com a técnica Pintura-no-tempo - como fiz no meu curta Linhas e Espirais, só que desta vez utilizando uma base física real, utilizando giz de cera e tintas guache e acrília sobre papel duplex, numa folha que prendi na parede, aqui no estúdio.
A animação foi capturada utilizando o software Dragon Stop Motion para, a partir da webcam de um notebook, capturar a ação quadro-a-quadro. Este programa - que eu já tinha ouvido falar, mas que foi me mostrado em funcionamento pelos amigos animadores Pedro Iuá e Fábio Yamaji - é de grande auxílio ao animador, pois permite uma incrível agilidade na captura de imagens, além de pré-visualizar rapidamente o andamento da animação enquanto se faz e também pela possibilidade de exportar o resultado final com qualidade, além de muitas outras coisas bacanas.
Este é um teste bem primário, feito de madrugada e que até apareço em quadro algumas vezes, bem como outras falhas, mas demonstra bem as possiblidades infinitas de realizar trabalhos animados desta forma.
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sábado, 27 de março de 2010
Projeto selecionado: "Maria da Glória"
E há alguns dias saiu o resultado do Edital "Se Essa Rua Fosse Minha", da Secretaria de Cultura de Fortaleza, e tive o prazer de ter o meu projeto entre os seis contemplados. O edital é comemorativo do aniversário da cidade, e o esquema é o mesmo dos dos anos anteriores: cada selecionado faz um filme de acordo com o tema do ano, todos serão montados juntos e assim irão compor uma só obra. Já tinha participado da edição de 2008, Fortaleza 24hs, e nele realizei o curta Faróis. No desse ano, o proponente deveria fazer um projeto para um filme (de ficção, documentário, experimental ou animação) sobre uma rua da cidade. Escolhi a minha própria rua, e o curta leva o mesmo nome: Maria da Glória.
A ideia é mostrar uma visão da minha rua (ou melhor, alameda) a partir dos detalhes da paisagem urbana que passamos e muitas vezes não percebemos, como grades, muros, telhados, jardins, plantas, calçadas... e outros mais. A partir de fotografias dos detalhes da rua, trabalharei animando em cima destas, mesclando umas com as outras e, no fim das contas, juntando as quatro categorias - um tipo de 'documentário experimental de ficção animado'. Durante a pesquisa e testes para a concepção do filme desenvolvi várias imagens, e as que estão logo abaixo são as que anexei ao projeto. A ideia é criar algo que se assemelhe a um conceito de "gravuras animadas", e a textura com branco esbatida característica das gravuras é algo pelo qual tenho estado perdidamente apaixonado ultimamente.
Fico me perguntando o que me faz me meter em fazer outros filmes, como neste, já estando com um em andamento (o Círculo). A vontade de realizar, como em outros tempos, algo "rápido e indolor" (ao contrário do Círculo, que está lento e quase doloroso em alguns momentos... :P), me assalta novamente. Além do mais, é uma ótima oportunidade para ir nesta linha semi-documental que tanto anseio por experimentar, e tomar parte em um projeto como essa natureza sobre a cidade, como foi proposto pelo edital, com certeza será muito bacana. O espírito é o mesmo do Linhas e Espirais: fazer antes que me dê conta que estou fazendo. Então, ao trabalho. Vou postando por aqui os estágios que estarei durante a produção, e lá vamos nós ;)
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Desenhos - 2004 a 2007
Alguns desenhos que tenho reencontrado nas arrumações, buscas e faxinas, desta vez no âmbito dos antigos CD's de backup. Percebo que muitas coisas hoje faço diferente, em relação ao 'traço' em si, mas outras são aidna muito semelhantes... enfim, é sempre uma busca de algo que não sabemos bem o que é, mas continuamos procurando. Cada uma destas imagens foi feita numa circunstância específica, e alguns comentários são interessantes para se entender o contexto.
Este de cima era carinhosamente intitulado "4 Homens e meio segredo", ou algo assim. Não era nada em específico, apenas uma ilustração feita sem propósito direto, como estudo de ideia mesmo. Tenho que fazer mais isso; essa de só fazer o que se precisa acaba com a gente. Muitas vezes os estudos, esboços e testes sem compromisso sem revelam muito mais promissores do que os chamados trabalhos "sérios". A espontaneidade não é algo que se consegue se querendo, percebo... ela simplesmente aparece, e se estamos preparados para aceita-la ou não... aí é com cada um. Bom, acredito eu. :)
Este azul e o PB de cima foram para um estudo de um personagem, de uma das histórias que, como era comum nessa época, não saiu. Muitos foram os projetos que nunca consegui finalizar ou continuar. Hoje, embora isso ainda aconteça, a proporção é menor... não muito menor, mas menor :)
Esta imagem de cima merece uma postagem à parte... ou várias. Trata-se da capa de uma revista que começou a ser desenvolvida - os Stroobs. Tudo começou como um vibrante fanzine desenhado pelo Franklin, que criou os personagens e história de uma banda de rock. Após o fanzine ser feito e distribuído, pensei em reescrever a história e fazer uma revista - que estava mais pra livro ilustrado -, com o Raphael Campos (roteirista na época) e a coisa foi ganhando corpo. Infelizmente porém, o projeto não para a frente. Muito, no entanto, foi desenhado; qualquer dia desses escaneio e faço aqui uma postagem específica.
Esta garota de cima foi um estudo da época em que comecei a pensar em animar linhas soltas. Neste caso, as linhas de brilho do cabelo dela voariam pela tela quando tudo ficasse preto... ou algo assim. Hoje, mais de quatro anos depois, estou começando a ver mais claramente como isso pode ser feito...
E este último - que remonta inclusive à época que o blog foi criado - foi para mais uma história de roqueiros, que nunca saiu, embora tenha escrito toda, e que ia figurar ou em um fanzine ou em um curtinha. A ideia de fazer um curta sobre uma banda - real ou não - ainda me instiga, e é algo que quero realizar muito em breve, de um jeito ou de outro. :)
Reencontrar estas imagens é de fato uma viagem no tempo. Sempre que revejo esses materiais posso sentir uma certa "ingenuidade" do passado que acho que, conforme o tempo passa, vamos perdendo. Aquele nosso lado amador, não-profissional, que tanto nos esforçamos para apagar e substituir pelo profissional e tudo. Quando começamos a ver que talvez saibamos uma coisa ou duas, vemos que inevitavelmente perdemos aquele "eu" anterior à se conseguir o que se consegue, aquele que perseguia tanto aquilo. De repente, nos vemos um pouco mais experientes, mais velhos, com mais cicatrizes (também, não se pode esquecer disso) e longe daquela inocência do início. Seja como for, sempre carregamos algum tipo de inocência conosco, acredito eu, e acho que isso é algo que deve andar lado a lado com o "profissionalismo" que vamos aprendendo, aos poucos. É bom se sentir assim, sempre em processo, por que afinal de contas é assim mesmo que vivemos: sempre à procura, sempre em busca, nunca satisfeitos. De vez em quando, porém, parar e saborear um pouco o que se faz (e o que se fez) com certeza nos faz nos enxergar melhor o caminho à frente.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Estudos soltos
Estudos soltos realizados de forma rápida, direto no computador, no software Corel Painter, testando as possibilidades de cores, traços e formas em figuras humanas (embora estilizadas). Reconheço que pouco tenho desenhado 'realisticamente' de uns tempos rpa cá, mas tenho voltado e quero treinar mais, para pensar em projetos futuros utilizando rotoscopia. Aí sim, espero poder misturar tudo - animação experimental semi-abstrata com figuras humanas com movimentos realistas. Vamos ver no que vai dar :)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Múltiplos
Imagens que desenvolvi para um projeto na Escola de Audiovisual, curso oferecido pela prefeitura de Fortaleza. Na época, em março de 2007, estávamos criando possibilidades para curtas com a temática "Imagem e Corpo", que era um dos ateliês da grade da escola. Tive então esta ideia de criar pessoas com múltiplos membros, que visava discutir os limites da nossa "habilidade" diária de fazer mil coisas ao mesmo tempo. O projeto porém não foi aprovado - o que talvez tenha sido até bom, pois até hoje me pergunto como exatamente eu o faria de forma razoável -, mas qualquer dia desses eu quero de voltar nesta ideia e ver o que pode ser feito. Agradecimentos às minhas coleguinhas Cíntia Mapurunga e Juliana Holanda, que posaram pacientemente no intervalo das aulas para que eu criasse estas imagens :)
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