quarta-feira, 22 de abril de 2009

EXPO MONSTRA 50% fuck OFF!


No dia 8 de abril passado tive a oportuindade de participar novamente da MONSTRA, edição 50% fuck OFF!, promovida pelo coletivo ARTZ. A proposta mais uma vez foi expor e comercializar obras de arte de diversos artistas a preços populares, no caso de R$ 1 a 100. Desta vez a expo aconteceu dentro do FFF 2 - Fortaleza Fashion Freak, em um ótimo espaço - o ateliê/estúdio dos DJ's Julie e Fil. Expus 4 obras, entre elas a "Homem II".

As paredes foram todas pintadas e desenhadas, dialogando com as obras e criando um ambiente dinâmico e muito interessante. As obras foram muito bem recebidas pelo público. Muitas pessoas compareceram e apesar de durar só um dia - isto é, uma noite - foi uma ótima experiência, e mal posso esperar pela próxima :D

Os créditos das fotografias são de Diego Akel, Francimone Campos, Weaver Lima e Franklin de Oliveira.


Eu e as telas :)
As obras do canto.
As duas paredes.
Minha querida Francimone e a tela "Homem II", na montagem da exposição.
Visão da ante-sala.
Coluna social: Karla Saraiva e Francimone Campos :P

Mais fotos no Flickr do ARTZ: 
http://www.flickr.com/photos/nucleoartz/sets/72157616790499033

sábado, 28 de março de 2009

Pintura no tempo











Alguns momentos de uma tela em processo, em uma das vezes que consegui ir parando de pintar para fotografar os estágios :)

"Homem II" - 80 x 100cm
Acrílica sobre tela

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Expo MONSTRA

Postando algumas fotos, pra variar um pouquinho :) Estas foram da minha primeira exposição, no evento MONSTRA, organizado pelo ARTZ, e aconteceu 20 de dezembro do ano passado. Foi muuuito legal; além de ter a oportunidade do público (enfim!) ver seu trabalho ao vivo, ainda pude trocar idéias com os colegas e amigos sobre as obras. Tive também o prazer de vender alguns trabalhos, entre eles este abaixo para meu amigo Raphael, além de outro para o grande Weaver :) Também troquei outros com alguns amigos artistas que também expuseram :D
Vários foram os que expuseram, aliás, como Weaver Lima, Franklin de Oliveira, Marcílio S., Felipe Fox e David Suàrez.

Os créditos das fotos são de Diego Akel, Francimone Campos, David Suàrez, Thais Cavalcante e Franklin de Oliveira.























































Mais fotos podem ser conferidas no Orkut, no perfil do ARTZ: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=fpp&uid=14258415608625743465 :)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Desenhos

Um destes dias me deu uma vontade grande de desenhar. Apenas desenhar. Então, parti pro papel, lápis e nanquim. Dar uma pausa nas pinturas. Bom, isso era o que eu achava.

Depois de uma noite desenhando, me vi com vários trabalhos que, acredito, visivelmente tem influência da pintura. Isso, aliás, é uma coisa que eu recomendo - essa "interdisciplinaridade" acrescenta muito a todo artista. O que você aprende em um meio de expressão acaba inevitavelmente aplicando em outros meios que trabalha, e por aí vai. O desenho e a pintura são simultanamente muito parecidos e muito diferentes entre si, mas são justamente essas particularidades (em comum e contrastantes) que juntas vão dar uma formação cada vez mais completa a quem resolver abraçar essas formas de arte.





Outros materiais acabaram entrando, como canetas coloridas e guache. Quando dei por mim já não sabia mais se o que eu estava fazendo era pintura ou desenho, ou desenho pintado ou pintura desenhada... Enfim, o que importa é chegar em um trabalho final que lhe agrade, não refreando jamais o seu impulso artístico, a sua vontade naquele momento. Tudo o que você fez contribuiu para chegar naquele resultado, e não em outro.




















O engraçado é que no fim das contas saíram mais auto-retratos do que eu me dei conta. Acho que depois de tanto ver os desenhos do Egon Schiele o seu trabalho fica mais narcisista do que se pode imaginar :P

domingo, 26 de outubro de 2008

Pintando o sete

Olá amigos! Após um bom tempo sem postar nada, apresento agora algumas das pinturas que tenho feito já há alguns meses.

Para começar, tenho estudado muito pintura e os movimentos artísticos. Não ligava muito para a pintura em si, confesso, mas de uns tempos pra cá me animei a mexer com tintas pra valer, e aí a coisa tem crescido cada vez, no sentido que tenho me interessado um bocado em aprender. Nos livros de arte por exemplo, há cada coisa mais interessante que a outra, desde o contexto histórico e a vida dos artistas até as técnicas usadas e resultados finais! Tudo isso nos nutre e ficamos cada vez mais empolgados pra criar as nossas próprias obras. Comprei todos os livros de arte da Taschen da promoção dos 25 anos que pude, e outros mais que estou vendo; tenho feito inúmeros estudos, esboços e diversos testes de pintura; tenho comprado e testado muitos materiais; as telas já estão abarrotando o meu pequeno estúdio - bem, está virando quase uma obsessão :P

De todas as escolas, as que mais tem me marcado são as relacionadas ao Expressionismo - ou seja, o Expressionismo em si, o Neo-Expressionismo e o Expressionismo Abstrato. Isso, pelo que parece, está se refletindo em tudo o que faço - desde os esboços de ponta de caderno até os padrões visuais do trabalhos animados.

Bom, segue então algumas fotografias das pinturas. A maioria ainda está 'sem título' - aceita-se sugestões :) E em breve estarei postando outras pinturas mais.


















Sem título
40 x 59cm
Acrílico sobre tela



















Sem título
60x 80cm
Acrílico sobre tela













Sem título
20 x 35cm
Acrílico sobre tela






















"Auto-retrato em amarelo, verde, preto e branco"
59 x 40cm
Acrílico sobre tela

















Sem título
60x 80cm
Acrílico sobre tela












"Olhos"
50 x 100cm
Guache e acrílico sobre tela

domingo, 25 de maio de 2008

Diário Gráfico!

A vida dá muitas voltas... e ao mesmo tempo parece não sair do lugar. Por mais louco que tudo pareça, acredito que tudo sempre tem um porquê. Ainda lembro da primeira vez que ouvi falar sobre esse tal maravilhoso diário gráfico! :D
Tudo começou muito recentemente, há uns dois meses atrás, quando recebi um e-mail falando sobre a vinda do artista Renato Alarcão para o Ceará, para ministrar uma oficina a respeito do diário. Até então, nunca tinha ouvido falar, nem da oficina, nem do cara, e nem mesmo do tal do diário. O e-mail não me chamou a atenção; estava correndo com mil outras coisas e não vi nada demais naquilo. "Pintar coisas num livro?", pensei, "que tem demais nisso??". Não dei muito crédito. Bom, pelo menos até o momento.
Com a proximidade da oficina, uma pessoa muito especial me chamou para fazê-la, e até pensei "tá bom, por que não?"... mas aí vi que o horário chocava-se com a oficina que eu iria ministrar, de animação experimental (ver alguns posts abaixo) e então desisti, certo que esse negócio de diário gráfico não ia dar certo pra mim. Isso, mais uma vez, era o que eu pensava.
Após fazer a oficina, esta pessoa especial veio super empolgada me contar de como foi, das técnicas utilizadas, de como ficaram as páginas e que tudo (todo o livro, as costuras e imagens todas) era feito do zero, à mão, o que me impressionou muito. Nesse momento me deu uma vontade enorme de ter feito a oficina, e vi que o conceito básico do diário gráfico - retratar idéias que lhe ocorram num certo momento - era na verdade algo que eu já fazia, nos meus eternos bloquinhos rabiscados, só que este feito do zero dá outra visão ao todo. Além do mais, este propõe uma maior proximidade com tintas, materiais e os mais diversos suportes, afim de concretizar esses flashes criativos que aparecem. Soube então que iria ter uma segunda turma da oficina, mas devido a acontecimentos de naturezas diversas, também não pude ir.
Foi então quando aconteceu, na Fanor, uma palestra do Renato Alarcão sobre ilustração, e os seus (fantásticos) diários gráficos estava lá, projetados e enchendo a parede do auditório 2, impressionando enormemente a mim e a todos os demais presentes. Tão interessante quanto os diários eram as histórias de como as páginas eram criadas. Pinturas abstratas em cima de papéis antigos, que por sua vez eram a base de novos e bizarros desenhos que só esperavam um momento para encher os olhos de quem os visse. Saí fascinado da oficina, e ainda conheci o simpático Alarcão, o qual me pareceu incrivelmente calmo para o turbilhão de idéias que devem circular pela sua cabeça. Mas, como alguém poderia dizer, "esses mais calmos são os piores" :P

E aconteceu então, o inesperado. Passados alguns dias, aquela pessoa muito especial me presenteia com um diário gráfico! Novinho em folha, este pequeno livro em branco aguardava ansiosamente os lápis, tintas, colagens, stencils e Deus sabe mais o quê. Foi no dia 1. de maio, e hoje (25 de maio) já tenho o meu querido diário quase todo preenchido, e já estou pra encomendar outros mais.
É algo impressionante, sem precedentes, inexplicável. Parece que o diário emite uma voz que o chama a colocar ali tudo que você sente, como se o desafiasse a sempre ser mais louco, mais experimental, mais ousado e completamente sem restrições. Coisas que antes eu nunca imaginaria, como pegar recortes de frutas e verduras de folhetos de supermercados e desenhar tipografias em cima, ou colar papel-toalha e pintar por cima pinceladas violentas com um pincel sujo de tinta de outros trabalhos, ou mesmo aplicar nele velhos desenhos esquecidos na gaveta e retrabalhá-los... enfim, não tem fim. É absolutamente viciante, e absolutamente recomendado para quem já não sabe onde por todas as idéias que brotam sem cessar da sua cabeça. Quem diria... comecei vendo sobre uma oficina que não me despertou (sabe-se lá por que) interesse imediato, mas termino encantado com as propostas de criatividade sem limites trazidas por Alarcão. Obrigado cara!

Abaixo, uma pequena amostra das páginas deste meu companheiro, pequeno herói de papel. Com menos de um mês de vida, já está "velho de guerra" - não fecha completamente, algumas costuras me parecem estar a ponto de romper e deve estar com o dobro (ou mais) do peso original. Então, vida longa aos diários gráficos e aos artistas que colocam neles seus anseios e imagens do subconsciente!

E Fran, obrigado de coração. Este diário é dedicado a você.